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VENOM É RAZOÁVEL COMO FILME E PÉSSIMO COMO ADAPTAÇÃO DE HQ.

Venom provocou reações que provam o quanto a Internet hoje me parece exageradamente polarizada!

Ou se ama ou se odeia, não há espaço para meio-termo, há muita resistência hostil contra opiniões contrarias as das massas e a necessidade de criar de se criar teses sobre tudo, está deixando o que realmente importa que é a diversão como segundo ou terceiro plano.

Já o Cinema assim como qualquer outra forma que a Arte use para se expressar, atinge as pessoas de maneiras diferentes, a minha experiência pode ser diferente da sua e assim sucessivamente, os aspectos da obra podem ou não encantar as pessoas, e a mesma pode simplesmente agradar ou não o gosto de quem assiste. É assim que a arte funciona.

Pois bem, Venom tem proporcionado uma reação extremamente negativa, sobretudo junto a Critica que o considera um forte candidato a pior filme do ano. Por outro lado, muita gente tem assistido e gostado o filme, até por isso o filme bateu o recorde em um fim de semana de estreia, superando o superestimado “Gravidade” de 2013.

Eu tive minha experiência com Venom, e posso dizer que em minha opinião o filme fica longe do padrão de qualidade dos melhores de seu gênero, mas não é a bomba que os Críticos vem pintando por aí!

 

No filme acompanhamos o jornalista investigativo Eddie Brock (Tom Hardy) que vê sua vida destruída pela obsessão de expor as atividades criminosas da Fundação Vida e de seu CEO, o obscuro Carlton Drake. Em meio ao caos que se sua vida se tornou, Eddie se depara com a chance de enfim provar as a natureza abominável das experiências da Fundação. Eddie mal sabia o que estaria por vir…

Desde que o personagem foi criado no inicio da década de 90 por David Michelline e Todd MacFarlane, como um perigoso vilão nas histórias do Homem Aranha, e sempre foi um personagem rico em potencial visual mais limitado no quesito roteiro, já que suas motivações variam muito pouco do ódio e desejo de vingança que a criatura sente pelo Teioso, sempre dependendo do Aranha para o desenvolvimento de suas historias. Mesmo na fase que em foi explorado como um anti-herói, as historias solo de Venom não passaram de razoáveis.

Era de se esperar que a adaptação de um personagem tão raso e tão dependente do Homem Aranha que, por sua vez não estaria no filme, exigira muito dos roteiristas que teriam que para sair do clichê básico do filme de ação herói/vilão, e construir um background que fosse desenvolvido a ponto de funcionar na construção e desenvolvimento do personagem no filme. Quanto à união da criatura com seu hospedeiro, os efeitos poderiam ser tratados como uma espécie de possessão, aliado ao visual assustador de Venom, o filme poderia flertar com o gênero do terror, o que daria ainda mais possibilidades para o filme, além de oxigenar o gênero de filmes de “Super Heróis”.

Mas o filme claramente não segue este caminho, Venom é um filme de roteiro simples até demais, com conclusões previsíveis, e motivações confusas para os personagens. Algumas explicações são absolutamente desnecessárias, e incríveis contradições dentro da historia, que envolve a motivação e o objetivo dos simbiontes, a compatibilidade dos mesmos com seus hospedeiros entre outras coisas, que são explicadas e estabelecidas no meio do filme, mas antes do fim do segundo ato são contrariadas por outros elementos que são quase que jogados em meio à trama, fica difícil de compreender o que realmente a mitologia do personagem pretende agregar.

A narrativa alterna momentos de boa fluidez, com trechos arrastados ou acelerados demais como vemos no terceiro ato, ainda que o filme siga em uma dinâmica agradável para se assistir, a falta de equilíbrio no andamento do ritmo do filme é visível.

Quanto aos personagens o filme praticamente se concentra em Venom e em seu antagonista, os demais personagens são praticamente deixados de lado.

Venom não é tratado exatamente como um anti-herói. O Venom dos cinemas não é uma vitima do sistema que sai às ruas executando criminosos com seu senso de justiça distorcido, ele é um fruto da união de um simbionte faminto que aos poucos mostra simpatia por seu hospedeiro e pelo planeta em que vive, com um hospedeiro que não é um Eddie Brock que diferente dos quadrinhos, não é uma pessoa vingativa, ruim ou amargurada, pelo contrário, o Eddie Brock de Tom Hardy é uma boa pessoa que consegue despertar nossa simpatia. Tom Hardy tem uma atuação excelente, transmite muito bem as emoções de um Eddie surtado pela possessão do simbionte.

 

Alias além da atuação de Tom Hardy, a relação entre Eddie e a criatura Venom é o que há de melhor no filme. A maneira como ambos vão negociando os espaços e as permissões, definindo a relação de simbiose é bem feita com bons diálogos e momentos até interessantes, com um toque de humor negro lembrando algumas passagens dos quadrinhos.

Pelos trailers, muito se discutia se a relação entre a criatura e seu hospedeiro seria algo nos moldes de Hamlet (de Shakespeare), ao assistir o filme percebemos que está mais próxima de outro clássico da Literatura: O Medico e o Monstro, de Robert Louis Stenvenson.

Michelle Willians vive a Anne Weying a ex-noiva de Eddie, a competente atriz já recebeu duas indicações ao Oscar, sua escolha para o papel poderia significar que teríamos uma personagem forte e com camadas interessantes a serem trabalhadas. Mas não, a personagem não tem absolutamente nada de interessante, passa todo o filme em situações de absoluto clichê desperdiçando o talento de uma excelente atriz que até se esforça para ser convincente no papel.

O outro personagem a ter sobre os holofotes de destaque do filme é o antagonista Carlton Drake.

Drake interpretado por Riz Ahmed é o esteriótipo do vilão clássico.

Suas intenções malignas não tem lá muito fundamento, e seu comportamento deste o inicio exala maldade, ele não faz o tipo manipulador convincente, na verdade chega a ser estranho que um grupo de cientistas se prestem a fazer parte das abomináveis experiências chefiadas por Drake.

Como vimos no trailer em certo momento do filme o vilão será assimilado pelo simbionte conhecido como Riot, outro fato muito mal explicado e contraditório se considerarmos o contexto apresentado no primeiro ato do filme.

O ator não compromete e faz o que pode para interpretar um vilão comum que não representa uma ameaça de peso ao protagonista.

Se a desconfiança sempre pairou sobre o roteiro, o mesmo não se pode dizer quanto ao visual. Na verdade todos nós estávamos ansiosos para ver como a criatura seria retratada nas telonas, e de fato o que vimos não foi decepcionante, o visual de Venom é assustador.  Pela ausência do Homem Aranha na origem de Venom, a criatura não tem a simbólica aranha branca no peito, mas ainda sim a textura do uniforme vivo funciona bem em cena.

As cenas de ação em sua maioria são razoáveis, mas justamente a sequencia final onde vemos os simbiontes Venom e Riot se enfrentando (que a Sony fez o favor de antecipar nos trailers) deixa bastante a desejar, já que fica muito difícil acompanhar o que se passa em cena, se você optar por assistir em 3D então, a coisa fica ainda mais complicada de se entender.

A trilha sonora combina bem com o filme, com destaque para a musica tema interpretada pelo Rapper Eminem.

Venom peca em muitos aspectos de seu roteiro, não agrega nada de novo ao gênero, e é contraditório na maior parte do tempo, ainda sim tem linhas de diálogos divertidas, e destaque para a boa performance de Tom Hardy que por vezes sustenta o filme sozinho.

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Ah! E o filme tem duas cenas pós-créditos, uma delas ligada ao universo do Aranha criado pela Sony e outra ligada diretamente a uma possível continuação do filme, que em minha opinião se aproxima muito mais do ridículo do que exatamente do empolgante.

A direção ficou a cargo de Ruben Fleischer e a produção reuniu nomes como Amy Pascal e Avy Arady. Venom foi levemente inspirado em dois arcos dos Quadrinhos, O Protetor Letal  e Planeta dos Simbiontes.

RESUMO

Venom tem muitos problemas, mas pode sim proporcionar uma diversão simples e descompromissada. Funciona razoavelmente como filme e pessimamente como adaptação de HQ.

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