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O esperado retorno de Michael Myers

 

Halloween:

Quatro décadas depois assombrar o mundo em  “Halloween Uma noite de terror“, o brutal assassino slasher Michael Myers está de volta!

 

O retorno da franquia  Halloween  se consolidou ,  desta vez se mantendo afastada do caminho desastroso que seus filmes seguiram no passado. Mesmo a refilmagem de 2007 dirigida por Rob Zombie que não é ruim, ficou bem abaixo do clássico criado por John Carpenter em 1978.

O novo filme chega com a promessa de trazer Myers de volta, personificando o mal puro e genuíno, em um confronto definitivo contra Laurie Strode, deixando mais uma vez uma pilha de corpos pelo caminho.

Apesar da simplicidade de sua fórmula e das semelhanças com outro slasher muito famoso (Jason) Michael Myers conquistou seu lugar ao longo do tempo não só entre os fãs de filmes do gênero, mas na Cultura pop como um todo, com um background pesado, uma psique absolutamente maligna, e claro uma identidade visual marcante.

O novo Halloween reconstrói a mitologia em torno da historia de Myers, ignorando totalmente tudo o que aconteceu a partir do segundo filme.

E se a nova história considera somente os eventos do primeiro filme, ela também faz questão de conduzir sua narrativa com o mesmo nível de tensão e pavor do original, indo ainda mais fundo no medo que a figura do assassino pode provocar.

O filme segue uma espécie de padronização que remete aos filmes antigos, inclusive a sequencia inicial do filme é muito semelhante ao inicio do original de 1978.

O roteiro por sua vez é bem amarrado e cumpre em sua proposta, desenvolvendo a trama de maneira uniforme, conduzindo muito bem as alternâncias de ritmo, muitas vezes marcadas por alívios cômicos naturalmente inseridos, que graças à imersão do expectador na atmosfera de tensão do filme, por vezes passam despercebidos.

O mérito maior do roteiro é a maneira como conduz os personagens, desde os coadjuvantes que vão virar estatística no longo relatório de vitimas do sanguinário assassino, até os personagens centrais da trama, que possuem seu desenvolvimento próprio, que casa perfeitamente com a identidade que temos destes personagens desde o original de 1978.

 

Michael Myers mais violento e brutal do que nunca

 

Michael Myers sem a mascara é interpretado por James Jude Courtney, já com a mascara, cabe a Nick Castle interpretar o personagem, aliás, foi Castle o primeiro a interpretar o personagem em 1978.

O novo Halloween fez questão de respeitar o personagem em si, mas sem duvida nenhuma, esta é a versão mais cruel e sanguinária do assassino. Myers é o psicótico perturbado que esperamos que ele seja, sem a necessidade de explicações excessivas ou justificativas forçadas, ele é o mal encarnado com motivações incompreensíveis, que promove sua carnificina quase que de maneira aleatória aparentemente somente para satisfazer sua brutal sede de sangue.

Laurie Strode é novamente interpretada pela excelente Jamie Lee Curtis, que como esperado tem a atuação de maior destaque no filme. Laurie passou os últimos 40 anos se preparando para o inevitável retorno do maníaco. A jovem Laurie se transformou numa mulher poderosa ao melhor estilo “Sarah Connors” (O Exterminador do Futuro 2 – 1992), mas ainda sim sua personalidade possui traços traumáticos de sua experiência aterradora com Myers no passado.  Aliás, o filme é centrado na dinâmica do antagonismo entre Laurie e Myers, para alguns isso foi um problema, já que outras relações não recebem nenhum tipo de atenção do roteiro. Em minha opinião isto é uma vantagem à maioria das relações está suficientemente consolidadas dentro do contexto do filme, a proposta do mesmo reside no confronto Myers/Laurie, e a tensão e terror por ele proporcionado, Halloween não é exatamente um filme que vai abrir sua mente para questões filosóficas e sociais.

 

Jamie Lee Curtis vive uma Laurie totalmente “bad ass”

 

A Fotografia é um dos pontos altos do filme, assim como os ângulos e enquadramentos , a textura da paleta de cores em diversos ambientes com tipos de iluminações diferentes presta um serviço excelente à proposta do filme.

A violência gráfica está presente, mas não de forma gratuita, mesmo na cena de morte mais óbvia do filme, o roteiro trabalha a sequencia de maneira a criar um clima absurdamente tenso, de forma que a morte do personagem em si se transforma meio que um ápice daquele momento.

A trilha sonora também é outro ponto do filme, os momentos em que a trilha sonora é inserida foram muito bem escolhidos, e as musicas combinam muito bem com as cenas. John Carpenter, diretor do primeiro Halloween é o responsável pela trilha sonora.

O filme é dirigido por David Gordon Green (“O que te faz mais forte”), que soube com maestria conduzir o roteiro, equilibrando os elementos e entregando muito do que se esperava para o retorno de Myers.

De negativo, o fato de que o roteiro poderia ser um pouco mais ousado, há um excesso incomodo de semelhanças entre este filme e seu precursor. Outro ponto a se considerar é o final do filme, ao meu modo de ver as soluções são no mínimo estranhas e de criatividade limitada, e o ritmo da trama que fluiu tão bem até este ponto, acaba por se tornar apressado e acelerado demais.

Não é necessário assistir ao Halloween clássico para o entendimento da historia, mas assistir ao original lhe permitirá pegar uma serie de referencias presentes no filme, o que deixa a experiência muito mais interessante.

 

RESUMO

Mesmo pecando pela falta de ousadia, o balanço de Halloween é muito positivo, busca reconstruir a mitologia do personagem ao mesmo tempo em que respeita os elementos cultuados pelos fãs nos últimos anos. Cria uma atmosfera mórbida e tensa, ao mesmo tempo em que valoriza Myers, sua relação com Laurie e seu desejo insaciável de promover uma brutal carnificina.

Veja também: Johnny Depp fora da franquia Piratas do Caribe?

 

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