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UM POSITIVO E OTIMISTA TRIBUTO AO ROCK N’ ROLL

 

Bohemian Rhapisody é o relato cinematográfico da vida e obra de Freddie Mercury, e da banda britânica Queen.

Desnecessário dizer o tamanho da importância de Freddie Mercury e do Queen não só para o cenário da musica, mas para a Cultura Pop como um todo.

E quem conhece um pouquinho da historia de Freddie Mercury sabe que temas polêmicos, obscuros e pesados fazem parte desta historia, e a maneira como estes assuntos seriam trabalhados em cena seria algo primordial para a definição da solidez do enredo.

O filme acompanha a trajetória da banda desde a sua formação em 1970, os primeiros passos, a explosão para o sucesso, o relacionamento entre os membros, e os momentos mais importantes da gloriosa do Queen.

O foco é na vida de Freddie Mercury, suas realizações, seus medos e inseguranças, e tudo que ao longo fez dele não só um astro do rock incomparável, mas um ser humano admirável.

A narrativa é fluida, em nenhum momento se mostra cansativa ou arrastada, pelo contrário, nas mais de duas horas de filme não há um momento em que o mesmo fica entediante.

O roteiro do filme é sólido e muito bem resolvido, conhece muito bem o tom e o caminho que deseja seguir.

Seguindo nesta linha fica fácil entendermos as escolhas que o roteiro faz ao abordar os temas mais delicados recorrentes a vida de Freddie.

O seu relacionamento conturbado e cheio de cumplicidade com Mary, que foi de longe a pessoa mais importante de sua vida, sua relação com os outros membros da banda, a vida de exageros e extravagâncias de Freddie, que viveu com muita intensidade o lance de sexo, drogas e rock n’ roll e que no final cobrou seu preço. E claro a sexualidade de Freddie.

Mas tanto a sexualidade quanto os demais temas são tratados com naturalidade, sem nenhum tipo de ênfase exagerada, sem discursos panfletários, sem usar o tema como “muleta” para apoiar a história.

Muito pelo contrário, a todo tempo o roteiro faz questão e valorizar o lado humano de Freddie Mercury, seus erros e acertos, a fragilidade e o medo da solidão, suas variadas formas de amar, o peso e a consequências de suas escolhas.

O lado de artista também é bastante valorizado, desde a genialidade e a inspiração em suas composições, até o seu desempenho de palco, que ainda hoje é algo sem igual, o filme ressalta ainda mais Freddie como um inigualável astro do rock.

Por falar em composições, o filme retrata a criação de alguns dos clássicos da banda, como “We will the rock you”, “Another one bites the dust”  como também  a icônica e revolucionária “Bohemian Rhapisody”, que claramente recebe uma atenção especial no filme que detalha os eventos passando pelos eventos que compuseram a criação de uma das obras musicais mais revolucionárias de todos os tempos.

Outro ponto delicado em que o filme precisa tocar é a questão da AIDS, fruto da vida de excessos de Freddie em uma época em que conhecia muito pouco sobre o vírus o que o tornava irremediavelmente letal.

Ao invés de tentar emular os momentos finais de Freddie sendo enfim vencido pela doença, o roteiro investe na positividade do protagonista, mesmo sabendo que iria morrer em nenhum momento Freddie aceita a posição de vitima, ao contrário, seu desejo era ser lembrado pelo legado e pela imagem do grande artista que foi. Outro ponto em que o roteiro muito bem resolvido, consegue atingir plenamente seu objetivo, pois é o clima de bem estar e otimismo que preenche os corações dos expectadores ao final do filme.

Como dito anteriormente, não se aprofundar em determinadas questões pode por muitos ser considerado um erro, o que discordo, pois entendo que se abordar este assunto através do ponto de vista de Freddie e da maneira como ele lidava com estes assuntos é uma escolha, e o roteiro desenvolve a historia de maneira solida a partir dela.

Alias por falar em emoções, elas estão presentes em todo o filme, mas explodem num momento apoteótico no terceiro ato.

O filme revive a apresentação do Queen no Live Aid, evento contra a fome na África com dois shows acontecendo simultaneamente na Filadélfia ( Estados Unidos) e em Londres na Inglaterra, reunindo os maiores nomes da musica na época.

As apresentações eram curtas devido ao numero gigantesco de atrações, e com um set de 06 músicas e quase meia hora de show, o Queen realizou uma das maiores performances de uma banda de Rock em todos os tempos.

O filme reproduz este momento de maneira brilhante, resgata de maneira genuína toda a atmosfera que envolveu o evento que ganha ainda mais notoriedade devido à jornada de Freddie até então. A cada momento em que o filme reproduz a épica apresentação a comoção aumenta e é impossível não se emocionar. Eu assisti a cada momento com um sorriso no rosto e lágrimas nos olhos. E sério se você não se emocionou nem um pouquinho com esse filme você sem duvida não tem coração!

O elenco foi outra escolha acertada do filme, a dinâmica em cena dos atores funciona de forma excelente, valorizados pelo destaque e pelo tempo de tela para cada personagem, principalmente quando falamos dos integrantes da banda.

Joseph Mazzello interpreta o baixista John Deacon, Ben Hardy vive o baterista Roger Taylor e Gwilym Lee é simplesmente a pura encarnação do lendário guitarrista Brian May. Aliás, a caracterização de todos  personagens, em especial os da banda,  está fantástica.

 

A semelhança com a banda ficou realmente incrível

 

Destaque para a naturalidade com que o filme trata o relacionamento entre os membros da banda, os fortes laços afetivos e o talento musical impressionante do quarteto reunido.

Agora falando de Rami Malek como Freddie Mercury.  Sua atuação ficou longe de ser caricata ou artificial muito pelo contrário, é solida lúcida e, sobretudo sincera dentro da mensagem que o filme se propõe a transmitir.

Além disso, Malek conseguiu representar muito bem o sotaque, o modo de falar, os trejeitos e principalmente a extravagancia teatral de Freddie no palco, com sua linguagem corporal magnética e eletrizante.

O ator reage muito bem também nas cenas de alivio cômico, que apesar de poucos, são suaves e muito bem inseridos e atendem muito ao seu proposito.

A atuação de Malek é digna de indicação ao Oscar, e mesmo com a dura concorrência que se desenha para a premiação em 2019, com certeza Malek surgirá como forte candidato, pela atuação e pela transformação já que a caracterização também está excelente.

 

                                                                                                                                                                                                                                                                                Rami Malek

 

Pode pesar contra ele o fato de não cantar durante o filme, as canções são interpretadas pelo próprio Freddie ou por um cantor profissional, o que não desmerece o trabalho do ator que é simplesmente fantástico.

Através da historia de Freddie vivenciamos grandes momentos não só da carreira do Queen, mas da vida profissional e particular de Freddie como sua devoção por sua ex-mulher Mary (Lucy Boynton) e seu relacionamento mais estável por assim dizer com o cabelereiro Jim Hutton ( Aaron McCusker).

O filme é ambientado entre as décadas de 70 e 80, e graças à qualidade tanto do figurino quanto da fotografia nos sentimos absolutamente inseridos na época do filme.

A trilha sonora por sua vez é sensacional, retirada claro do repertório do Queen, você sente que vem algo especial logo no inicio do filme quando ouvimos a vinheta de abertura da Fox em um maravilhoso solo de Guitarra.

A direção ficou a cargo de Brian Synger que tem em seu currículo 04  filmes dos X-Man, Superman o retorno, e Operação Valkíria, Synger com certeza fez um excelente trabalho, fez uma ótima escolha ao querer contar um historia que não ignora seu lado mais polemico e delicado, mas que valoriza o ser humano e seu poder de modificar positivamente todo o ambiente em que vive tudo isso sendo mostrado de maneira pratica e muito funcional durante o Longa.

“Quanto ao roteiro este ficou a cargo de Anthony McCarthy que também “roteirizou “ O destino de uma nação”, colaborou para o roteiro Peter Morgan ( O ultimo Rei da Escócia) além de dois membros da banda Queen, Brian May e  Roger Taylor.

De negativo apenas a manipulação cronológica de que alguns acontecimentos que o filme faz para deixar mais enfático, poético e emocionante seu final, nada que comprometa a trama ou ofenda a historia real.

Há quem diga que preferia uma biografia mais realista com um discursos mais decididos sobre temas polêmicos, o que eu absolutamente dispenso, eu conheço a historia real, sei como ela acaba. O cinema nos permite sim olhar para esta trajetória com outros olhos, nos prendermos a outros valores que parecem cada vez mais esquecidos nos dias de hoje, e acima de tudo entendermos um pouco mais do real significado de amor, humanidade e esperança.

E se alguém achar que ao agir assim o filme “romantiza” a historia, me desculpem, mas eu não gostaria que fosse de outro jeito.

Bohemian Rhapisody é um tributo ao Queen, a Freddie Mercury, e a toda a historia da musica, mas acima de tudo é uma mensagem de amor, esperança e superação naquele  que é sem sombra de duvida o filme mais emocionante de 2018.

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