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Complexo, segundo filme da franquia soa como uma grande e controversa introdução.

 

Os Crimes de Grindewald,segundo filme da  franquia que expande o “Mundo Bruxo” (Wizarding World) chegou e logo de cara é preciso dizer que o filme realmente não atende totalmente as expectativas.

A historia contada nesta nova  franquia  como sabemos se passa antes dos eventos contados na saga de Harry Potter, ou seja com um liberdade de criação um tanto quanto limitada,  e deve culminar numa das maiores batalhas que o Mundo Bruxo já viu, envolvendo o vilão Grindewald e o futuro diretor de Hogwarts, Alvo Dumbledore.

A ascensão de Grindewald, seu relacionamento com Dumbledore e todos os eventos que levarão ao grande duelo bruxo, como também suas consequências e conexões com a saga de Harry Potter, são coisas que todos nós esperávamos ver neste e nos próximos 03 filmes previstos para a franquia.

Mas há um ingrediente colocado para dar um sabor diferente ao enredo, alguém que assim como Harry se sente deslocado a todo tempo, com certa dificuldade em se relacionar com as pessoas, sempre tentando achar seu lugar no mundo. Newt Scamander é o fiel da balança em meio ao conflito iminente.

Depois dos eventos do primeiro Animais Fantásticos, o poderoso e perigoso Grindewald está preso, Newt precisa responder ao Ministério da Magia sobre suas ações em Nova York enquanto que Tina continua sua busca a maior incógnita desta equação: o perturbado Creedence. Mas tudo muda quando Grindewald foge da detenção, e inicia seu plano radical para soberania dos chamados “Sangue Puro”. Imensamente poderoso apenas o renomado Professor de Hogwarts Alvo Dumbledore tem poder suficiente para se opor ao vilão, mas algo relacionado ao passado dos dois pode impedir que este combate aconteça e Newt Scamander pode ser a única esperança para deter Grindewald.

A premissa é bacana, a trama tem potencial e saber que o roteiro tem envolvimento direto da escritora J.K. Rowling é um sinal muito seguro de que o filme tem tudo para dar certo, e atender a enorme expectativa do publico, certo? A resposta correta é não!

 

De volta ao começo?!

 

Já nos trailers eu havia ficado com a impressão de que este seria um filme introdutório, o ponto de partida para toda a história, algo que deveria ter sido apresentado no primeiro filme.

Pois bem, minha impressão se revelou absolutamente certa, Os Crimes de Grindewald é sim uma introdução para o que virá a seguir, não se prende na necessidade de apresentar os personagens, mas de conduzir a história de um ponto a outro, levando o núcleo dos acontecimentos para Paris, na França.

Até por isso o ritmo do filme oscila um pouco, tem um começo dinâmico, mas depois a narrativa fica um pouco amarrada e até mesmo monótona com jornadas não tão de interessantes de certos e personagens e explicações não tão necessárias assim. Volta a ficar intenso e dinâmico no terceiro ato, mas sem atropelos, há tempo (até demais!) para que as demandas sejam resolvidas.

O roteiro não é ruim, mas é claramente raso.  Apresenta diversos elementos, mas não se aprofunda em nenhum deles, as origens de Credeence (que tem um destaque absurdo no filme e somente no final vamos entender o motivo), a personalidade de Newt, o passado dos Lastrange, a relação entre Dumbledore e Grindewald, aliás, nem o próprio vilão que prometia ser a grande atração do filme, tem o desempenho esperado.

Algumas soluções de roteiro desagradaram boa parte dos fãs, principalmente por acharem que certos elementos moldados para esta historia poderiam impactar diretamente no cânone da saga Harry Potter já que os eventos mais importantes jamais foram mencionadas em narrativas anteriores.

Curioso pensar que estas soluções de roteiro foram propostas justamente pela adorada autora da obra original J.K. Rowling que por sua vez, assina o roteiro deste filme que é dirigido por David Yates que tem em seu currículo a direção dos quatro últimos filmes da franquia Harry Potter além do primeiro Animais Fantásticos.

 

Complexidade sugerida em personagens rasos

 

Envolto em polemicas desde seu anuncio para o papel, Johnny Depp foi praticamente esquecido durante a campanha de divulgação do filme, mas era esperado que ao menos no filme seu personagem tivesse a força necessária para a ameaça que ele representa.

Apesar de algumas oscilações Depp é um bom ator, e não há grandes problemas com sua interpretação, o personagem na verdade é prejudicado pelos diálogos rasos e pelo texto sem profundidade. Grindewald tem o ar intimidador que se espera dele, mas seus discursos não são poderosos e convincentes como se esperava que fosse, são tão fracos que mesmo com o esforço do ator em dar peso às palavras, fica difícil acreditar no poder da palavra do vilão. Acaba por ser um vilão que não apresenta nada de novo, indo de encontro a uma dinâmica já conhecida em que a minoria perseguida e oprimida passa a ser opressora graças a seu idealismo extremista e seus métodos radicais, sendo combatido por uma quase contraparte que prega a convivência pacifica ao invés da opressão e dominação pela força ao melhor estilo Professor Xavier e Magneto.

 

Johnny Depp como Gellert Grindewald

 

Esta “contraparte” é Alvo Dumbledore, interpretado pelo sempre competente Jude Law que inclusive está muito bem no papel. Seu Dumbledore também sofre por ser um personagem raso, mas ainda sim é possível enxergarmos nele o mesmo ar de mentor e a genialidade em manipular acontecimentos em pró do sucesso de seus planos, onde nem sempre os meios são os mais justos, éticos e honrados o possível. Isso tudo em meio à clara alusão a um forte relacionamento envolvendo Dumbledore e Grindewald, algo que esperamos seja desenvolvido nos próximos filmes.

O filme apresentou Dumbledore de forma a deixar vários indícios de que aquele personagem no futuro realmente se transformará naquele que ficará conhecido como o maior bruxo de todos os tempos, algo que esperamos ver melhor desenvolvido nos próximos filmes.

 

 

Jude Law em ação como Alvo Dumbledore

 

Eddie Redmayne retorna como Newt Scamander e sua maneira incrível de compreender o intimo das criaturas. Fascina como Newt as ama e as entende, entendo o quanto podem ser amáveis e ao mesmo tempo perigosas caso provocadas, a analogia perfeita com a frase de Leonardo Da Vinci que disse: “Que quando o homem entender o intimo de um animal, neste dia um animal será um crime contra a humanidade”.

Newt, porém não tem a mesma habilidade em se relacionar com pessoas, reservado, tímido, avesso até mesmo a certos tipos de contato, Newt é uma pessoa altruísta, tímida, leal e justa e excêntrico mesmo para os padrões de um bruxo. Todos os elementos são muito bem representados na atuação de Eddie que consegue dar muita verdade ao seu personagem, uma das poucas coisas que o filme consegue fazer é nos importar com Newt e com o desfecho de suas demandas, seus talentos e habilidades parecem tê-lo colocado em algo muito maior e muito mais perigoso.

 

Eddie Redmayne

 

Os valorosos amigos de Scamander também estão de volta com destaque para as irmãs Tina e Queenie Goldstein. A carismática Tina novamente é interpretada pela atriz Katherine Waterson, mas desta vez o arco da personagem tem bem menos destaque e bem menos importância que no filme anterior.  O mesmo não acontece com sua irmã Queenie (Alison Sudol), é através dela que testemunhamos como Grindewald se faz valer do medo e desespero para manipular as pessoas e conseguir mais aliados para a sua causa.

Dan Fogler está de volta como Jacob Kowalski, responsável pela maioria dos suaves e bem colocados alívios cômicos do filme.

Ainda podemos destacar no elenco Callum Turner como Theseu o renomado Auror que tem um complicado relacionamento com seu irmão Newt, Zoe Kravitz como Leta Lestrange e Claudia Kim como Nagini.

Alias não posso esconder minha decepção ao falar das duas últimas, Leta Lestrange (Zoe kravitz) tinha tudo para ser uma personagem intrigante, considerando o background sombrio da personagem e a reputação de sua família, mas a personagem é mal aproveitada durante todo o filme ganhando destaque somente no terceiro ato.

 

Nagini personagem de Claudia Kim vitima da maldição Maledictus

 

Já com Nagini (Claudia Kim) a decepção foi ainda maior, primeiro porque em minha opinião a adaptação da personagem feita para o filme é absolutamente desnecessária e como foge consideravelmente de sua versão dos livros desagradou boa parte dos fãs. Mas tal adaptação poderia ter valido a pena, se a personagem fosse ao menos relevante para a trama o que não acontece, sua identidade visual é legal, mas sua presença no enredo não tem importância nenhuma, a personagem não é resolvida, não é desenvolvida e a considerar pelo resultado final visto nas telas era melhor deixar a personagem com a personagem como a conhecemos nos livros, ao invés de criar uma versão que no final serviu somente de escada para a ascensão de Creedence.

Por falar no sinistro Creedence (Ezra Miller) desde o filme anterior o jovem atormentado já figurava como um símbolo metafórico representando os deslocados e incompreendidos. A representação continua, mas a caminhada de Creedence apesar de sua importância é bem menos atrativa que no filme anterior. Fica claro que Creedence é a chave para a conclusão dos planos de Grindewald e que na verdade o personagem somente deseja entender suas origens e seu lugar no mundo. Mesmo assim o longa falha em dar o peso dramático necessário à jornada de Creedence, nada soa da maneira como deveria e nem mesmo o competente Ezra Miller muda o cenário.

A fotografia do filme é muito bonita, repleta de cenários muito bem construídos e um figurino bem feito que ambienta muito bem a Paris dos anos 20.

A ação do filme é divertida, as sequencias são bem filmadas de modo em que o expectador não se perde em meio a elas. Os efeitos visuais também são agradáveis com destaque para o enorme portfolio de feitiços um mais interessante que o outro e claro as criaturas fantásticas que são um show a parte, fofas, estranhas, assustadoras, perigosas, cada uma com seu visual e personalidade própria.

 

E claro que o filme capricha no Fun service cheio de referencias e easter eggs, Hogwarts, as relíquias da morte, o espelho de Ojesed, Nicolau Flamel!!! A lista é longa!

Ah! E o final ainda reserva um Plot Twist daqueles, ligado ao passado de Credeence, que dividiu opiniões, mas que sem dúvida alguma vai te deixar de boca aberta.

 

Resumo

Os crimes de Grindewald diverte, sobretudo pelas referencias e pela oportunidade nostálgica de revisitar nosso amado Mundo Bruxo, acena em discutir temas complexos como relações amorosas e familiares, exclusão social, relacionamentos abusivos, mas acaba mesmo entregando um filme que se dedica a dar continuidade na introdução da historia, sem desenvolver personagens nem se aprofundar na narrativa.

Fica a esperança de que este filme tenha sido o que foi para se tornar o ponto solido de partida para uma historia grandiosa que esteja por vir, afinal nós fãs não queremos e não merecemos menos!

 

 

 

 

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