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O cine retrô está de volta e hoje a parada será nos saudosos anos 80, quase no seu finalzinho, lá em 1987.

Nascido para Matar, foi dirigido pelo gênio Stanley Kubrick, conhecido por sua versatilidade, em obras bastante autorais. A narrativa se passa durante a famosa guerra do Vietnã, e Kubrick dividiu inteligentemente o filme em duas partes, com isso a mensagem a ser pregada se torna mais clara.

A primeira parte do filme nos remete ao treinamento de um pelotão de fuzileiros que são comandados pelo Sargento Hartmann (R. Lee Ermey), um militar linha dura, extremamente arrogante e preconceituoso. O filme segue dois personagens principais nessa primeira parte, o James “Joker” (Matthew Modine) e Leonard “Pyle” Lawrence (Vincent D’Onofrio) e é neles que ficam focados todos os maus tratos e tentativas de desconstrução de humanidade no qual todos que chegam alí são submetidos, fazendo com que se transformem em homens insensíveis e com um único objetivo, matar o “inimigo”.

A segunda parte do filme já é bem mais pesada e tensa, e o Kubrick faz questão de mostrar em alguns diálogos e situações a falta de sensibilidade daqueles homens, que agora só querem, matar, matar e matar sem nenhum tipo de justificativa e isso é bastante interessante, pois poucos filmes do gênero mostram essa incoerência, pra eles os vietnamitas são inimigos amarelos e merecem morrer e eles são heróis.

A trilha sonora bem alto astral (ótima por sinal), é totalmente desproporcional ao que está acontecendo em cena, demonstra com clareza o sentimento de euforia daqueles soldados. A alegria estampada no rosto do soldado que mata suas primeiras vítimas, a hipocrisia do outro que carrega um botton com o símbolo da paz e uma frase escrita em seu capacete, Nascido para Matar, ou ainda um corpo de um vietnamita que é exposto como um troféu. Homens preparados para aquilo (matar sem questionar), atuam com êxito.

As cenas em batalhas estão resumidas em apenas uma localização e um batalhão específico, mas é o suficiente para emergirmos nos horrores das guerras. São cenas extremamente fortes e nos deixam incomodados e nos dá a certeza de como o homem é um ser irracional.

No final das contas Nascido para Matar é um filme de guerra onde o expectador percebe que não existem vencedores e nem inimigos, e de como o ser humano pode ser moldado ou desconstruído.

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