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Capitã Marvel é apresentada em filme mediano

 

A espera acabou e finalmente Capitã Marvel chegou aos cinemas! Além de apresentar e estabelecer a personagem, o filme solo da primeira protagonista feminina da Marvel chega com a importante missão de fornecer algumas respostas, vitais para a integração da Capitã na trama de Vingadores Ultimato.

Desde sua estreia o filme vem dividindo opiniões entre publico e critica, inclusive com muita gente dizendo que o filme é um dos piores do Universo Marvel. Um enorme exagero!
É um filme razoável, com bons acertos e com problemas que podem ser discutidos, mas é de fato um filme de origem com características próprias que busca fugir da estrutura narrativa que estamos acostumados a ver neste tipo de filme. E este justamente é o primeiro ponto a ser discutido, pois na minha a maneira como a narrativa se apresenta enfraqueceu o filme.

O ritmo é lento em seu primeiro ato não empolga e por vezes a maneira como os elementos são ordenados em cena confundem a audiência, talvez este fato possa ser encarado como um recurso de roteiro para sentirmos na pele o dilema da protagonista confusa graças a perca de memoria, mas em minha opinião não funcionou.

No segundo ato em diante a trama anda e o ritmo acelera de uma forma até agradável, o que não agrada é a maneira escolhida pelo roteiro para contar sua história, que preferiu mostrar o passado da personagem através de flashbacks à medida que a personagem vai descobrindo os detalhes de seu passado e montando o quebra cabeça de suas origens. Esse estilo de narrativa não é nenhuma novidade, e normalmente funciona, mas no caso da Capitã Marvel não funcionou, a jornada linear onde o personagem recebe os poderes, tenta aprender e se adaptar a eles, recebe a carga dramática e a partir daí desenvolve suas motivações solidas ainda é pra mim a melhor maneira de apresentar um herói/heroína em um filme de origem.

Da maneira como foi apresentada apesar de ficar muito claro a maneira como a personagem adquiriu seus poderes e toda a trama que culmina no surgimento da heroína em si, ela acaba por perder força de forma que o clímax do filme sem o devido peso ou carga de empatia que precisamos ter pela personagem para valorizar este momento como deveria ser.

A trama do filme fica se concentra exatamente na demanda de Carol Danvers em entender o que realmente aconteceu em seu passado, com a Guerra Kree-Skrull como pano de fundo.

 

Te cuida Thanos, ela vem aí!

 

O roteiro tem bons acertos, se mantém fiel a vários elementos dos quadrinhos que o inspiraram e isso é um ponto muito positivo. Prefere valorizar a protagonista como um ponto de afronta ao machismo imperante na sociedade na década de 90, aquela que provou que poderia sim realizar tudo aquilo que diziam que ela por ser mulher não seria capaz. É uma maneira de discursar e de apresentar o empoderamento feminino de uma maneira natural, sem que soe como impositivo ou panfletário.

Mesmo não gostando da estrutura narrativa, há verdade na maneira como a personagem é estabelecida, contudo a coerência do roteiro deixa um pouco a desejar, considerando tanto o filme isoladamente como sua participação no universo cinematográfico como um todo.

O roteiro ainda entrega algumas respostas a perguntas que a audiência em geral há muito se fazia principalmente no que se refere às cores do uniforme, e o destino da personagem no período que separa o filme dos acontecimentos de Vingadores Ultimato. Contudo, algumas destas respostas não funcionam bem, outras nem precisavam ser propostas, o que compromete o equilíbrio do roteiro. O Olho de Nick Fury, a justificativa para a mudança das cores do uniforme, a presença do Tesseract, a remoção do inibidor de poderes são exemplos de soluções que não me agradaram, e, aliás, a justificativa para a ausência da Capitã poderia ser melhor contextualizada, ela soa pouco crível da maneira como foi apresentada.

 

Os diálogos do filme em sua maioria são bons, principalmente nas conversas entre nossa protagonista e Nick Fury (Samuel L.Jackson). Muitas destas conversas terminaram em alívios cômicos, que, aliás, são muito bem inseridos e não comprometem a imersão do filme.

Aliás, este é um típico filme com a formula Marvel, que valoriza o personagem central e seus correlacionados, com uma trama que apresenta a ameaça, o ponto de virada para o crescimento do protagonista culminando num final com a mensagem de otimismo e esperança.

Falando um pouco mais do Nick Fury de Samuel L.Jackson, vemos uma versão muito mais leve e divertida do personagem que nutre até uma certa dose de ingenuidade em relação a certos assuntos. Fury promove momentos muito engraçados com frases ótimas em momentos muito pontuais, muito diferente do sisudo e até pouco confiável diretor da SHIELD que conhecemos desde o primeiro filme do Homem de Ferro (2008).

 

 

Samuel L. Jackson, vivendo um Nick Fury mais jovem.

 

O agente Coulson (Clark Gregg) também está de volta, além de funcionar como um “Fã service” muito apropriado, aqui podemos ver a origem da amizade e confiança estabelecida entre o agente e Nick Fury.

Lashana Linchy vive Maria Rambeau a melhor amiga da protagonista e responsável tanto por humanizar a personagem como por conduzi-la ao conhecimento de sua antiga vida. Neste pequeno núcleo chama à atenção a filha de Maria Rambeau, Monica (Akira Akbar) que nos quadrinhos é uma heroína muito poderosa chamada Espectral, será que teremos um heroína da Marvel chegando aos cinemas no futuro?

Dos coadjuvantes quem mais me chamou a atenção foi Anette Bening, que vive Mar-vell. O mentor da Capitã nos quadrinhos foi adaptado para uma versão feminina, algo que, aliás, fez todo o sentido, considerando não só a proposta e o discurso do filme, mas a maneira como a historia se desenvolve. Anette é uma atriz que dispensa comentários e mais uma vez existe reverencia e respeito ao material original.

Mas claro que ninguém chamou mais a atenção que Brie Larson na pela de Carol Danvers/Capitã Marvel.

Brie Larson é uma atriz incrível, muito versátil que consegue se adaptar e dar vida aos seus personagens de maneira muito realista. Neste filme nada é diferente, pelo contrário, Brie Larson entrega uma personagem de personalidade forte e muito determinada, mas que se diverte ao usar seus poderes e ver o que suas habilidades podem fazer, além de leal demonstrou uma senso de justiça enorme. Neste filme em si a atuação de Brie Larson funciona resta saber como a atriz irá assimilar o tamanho da importância de sua personagem mediante os fãs, como um símbolo deste universo cinematográfico considerando principalmente que os Planos da Marvel de que a personagem poderá suceder Homem de Ferro e Capitão América como grande protagonista do MCU a partir da fase 4.

Quanto à ameaça do filme, depois de Killmonger (Pantera Negra, 2018) e Thanos (Guerra Infinita, 2018) mesmo que velada à expectativa para mais um vilão bem construídos, cheio de camadas e com motivações até certo ponto plausíveis, era clara!

Porém isso não aconteceu, na verdade este é um filme de origem que valoriza prioritariamente estabelecer sua protagonista, de modo que o que temos no filme são ameaças rasas, sem exceções.

A guerra Kree-Skrull que serviria como pano de fundo para desenrolar da historia, não ganha nem o desenvolvimento nem a carga dramática esperada, e inclusive a abordagem dada aos Skrulls os afastando da raça agressiva e destrutiva vista nos quadrinhos me incomodou, apesar de funcionar dentro da trama não é o tipo de concepção que me agrada pensando nas possibilidades de historias a partir da ameaça Skrull.

 

 

Os Skrulls

 

 

Nem mesmo os Kree são desenvolvidos adequadamente, e um certo ponto de virada, suas reais atenções (não exatamente motivações) são relevadas, mas ninguém personifica um antagonismo de peso, Ronan o Acusador (Lee Pace), por exemplo, tem uma participação discreta, mesmo os membros da força tarefa que a Capitã Marvel integrava, a Star Force tem um destaque maior.

Essa abordagem atinge também o “maior” antagonista da trama, Yon-Rogg, interpretado pelo competente Jude Law, que tem seu papel na trama, na origem/criação da personagem assim como no confronto final do filme, que, aliás, empolga mais por termos uma noção da extensão e dimensão dos poderes da Capitã Marvel, do que necessariamente pela expectativa do enfrentamento.

 

 

Jude Law à esq., como Yon-Rogg ao lado de Lee Pace que retorna ao papel de Ronan

 

A fotografia agrada principalmente ao reproduzir a beleza e a particularidade dos ambientes alienígenas, além de valorizar a expressão facial dos personagens em certos diálogos. A ambientação é bem feita, reproduzindo a atmosfera dos saudosos anos 90 com figurinos e ambientes que aprofundam nossa imersão no filme.

O filme alterna partes sombrias, com momentos iluminados com cores saltando aos olhos, é mais um filme de herói que não tem vergonha de usas as cores ainda que o faça em escala menores do que visto, por exemplo, em Thor Ragnarok e Guardiões da Galaxia.

A trilha sonora além de valoriza e se encaixa muito bem nas cenas, é um tributo a nostalgia musical dos anos 90 com direito a Nirvana, R.E.M entre outras. Já os efeitos especiais não incomodaram a versão final do filme apresentou cenas com computação gráfica mais polida do que vimos nos trailers e o visual dos Skrulls criticado nas prévias ao meu ver, também não comprometeram.

Como era de se esperar Capitã Marvel tem uma chuva de easter eggs e referencias tanto aos anos 90 quanto ao MCU como um todo, inclusive uma nova luz sobre a Iniciativa Vingadores.

 

Resumo

Os diretores Anna Boden e Ryan Fleck entregaram uma historia equilibrada até certo ponto, que acerta em vários quesitos e tem atuações muito boas e cativantes, mas em contrapartida tem alguns aspectos discutíveis e outros que decididamente não funcionam. Não é ruim, mas desperdiça a chance de ser um dos melhores filmes do MCU até o momento.

Leia também: As heroínas mais poderosas dos quadrinhos

 

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