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Um jeito novo e divertido de se fazer filme de herói

 

Confesso que torci o nariz quando o filme foi anunciado, na verdade eu não via necessidade de termos um filme do Shazam, como não via em Esquadrão Suicida, e não vejo em Coringa e Aves de Rapina.

Os trailers vieram e que parecia ser  quase um princípio de rejeição se transformou em

Como de fato foi!

Shazam! chega com uma proposta interessante, pensando em cinema de uma forma ampla ele não inova, mas pensando no nicho de gênero de filme de super herói ele é sim bem diferente, pendendo pro lado comédia família, e fazendo com êxito aquele trabalho de oxigenação deste tipo de gênero de filme que é vital para evitar o desgaste do mesmo.

 

 

Divertido, leve e colorido, depois de Aquaman a DC deu mostras de que pelo menos por enquanto pretende se afastar do tom denso e realista que rotulou seus filmes por tanto tempo, e não que eu tenha problemas com filmes densos e sombrios desde que seja bom, sem problemas!

Acontece, porém, que o público em geral nunca comprou essa ideia, e essa correção de rumo vem dando bons resultados com recorde de bilheteria para Aquaman e altos índices de aceitação de crítica e público para Shazam.

 

Jack Dylan Grazer e Asher Angel como Freddy Freeman e Billy Batson

 

 

A história é relativamente simples, e este é o primeiro ponto positivo do filme, que consegue apresentar  e estabelecer o personagem sem criar uma mitologia excessivamente densa, pelo contrário, é posto em tela somente o necessário para explicar (sem grande aprofundamento) a origem dos personagens, o desenvolvimento da história, e funciona muito bem já que a explicação apesar de parecer superficial ela é absolutamente funcional, principalmente para o clímax do filme.

Com um roteiro simples, fica fácil trazer um enredo bem amarrado e compacto, o filme não expande seus eventos e nem perde tempo com sub tramas e focado na história principal de origem de seu protagonista com pequenas ramificações, mas que acabam por fim, se juntando a trama principal.

O Longa é leve e divertido o tempo todo o primeiro ato alterna seu ritmo, mas na maior parte do tempo é cadenciado para firmar para a audiência quem são os personagens principais e quais são seus dilemas e motivações. Depois disso o filme entra numa crescente, tudo fica ainda mais engraçado, a partir quase não é possível tirar o sorriso do rosto, em momento algum o filme é arrastado e cansativo.

A primeira vista, Shazam pode parecer um filme despretensioso, mas na verdade ele sabe muito  aonde quer chegar apresentando e estabelecendo muito bem seu protagonista e sua mitologia, além de sim se mostrar integrado ao Universo DC nos cinemas, resolvendo esta conexão com referências de elementos em cena e pequenas linhas de diálogo, mostrando que os filmes não precisam estar intimamente conectados para funcionarem, e sim serem bem feitos.

O roteiro é baseado na história de origem do personagem nos quadrinhos no Reboot da DC conhecido como os Novos 52 escrito por Geoff Johns.

Tendo como base o enredo simples, mas sólido e divertido, os personagens conseguem se desenvolver bem, ainda que nenhum delas tenham camadas e mais camadas a serem exploradas, o que é mostrado a respeito deles é satisfatório e totalmente pertinente à trama.

Asher Angel vive o protagonista Billy Batson, um suposto órfão com um histórico de rebeldia que vive procurando sua mãe de quem se perdeu quando ainda era muito pequeno, após uma dessas tentativas frustradas e encontrar sua mão Billy acaba indo morar numa casa de acolhimento, com novos irmãos e irmãs adotivas.

A jornada do jovem Billy é previsível, desde o começo fica muito fácil presumir o seu ponto de virada e como tudo servirá de aprendizado e motivação para Billy, ainda sim ela não é ruim, na verdade a magia do filme está em como somos conduzidos para seu desfecho, pois a jornada é importante para amadurecer e consolidar o dever e a responsabilidade de Billy.

Já a versão adulta de Billy é interpretada por Zachary Levi, que  por sinal está muito bem no papel, é possível ver como ele está muito a vontade no papel se divertindo muito como um garoto de 14 anos que acabou de ganhar superpoderes e um corpo adulto.

 

 

Zachary Levi muito bem no papel do herói Shazam

 

A jornada de amadurecimento do protagonista além de divertida passa pelo descobrimento de valores e conceitos, nos reserva uma surpresa meio que esperada no final ( pelo menos pelos fãs de quadrinhos) e acaba com personagem bem construído e estabelecido sendo interpretado por um ator que acreditou demais no projeto, e vai com certeza colher bons frutos de seu trabalho.

Mas se Shazam precisa aprender a lidar com seus poderes e precisa entender seu lugar e como  ser o herói que foi criado para ser, ele não fará isso sozinho, então nada melhor do que um outro adolescente sendo mentor de outro adolescente!

Jack Dylan Grazer é Freddy Freeman, irmão adotivo de Billy. Freddy vive na casa de acolhimento com seus outros irmãos adotivos, a personalidade e cada um deles é apresentada sem grandes aprofundamentos ainda sim, Freddy rouba a cena

Ele é o especialista em super heróis de plantão, o cara que sabe tudo de super heróis e que vai ( de maneira hilária) ajudar Billy a aprender a lidar com seus poderes, e principalmente será ele o responsável por lapidar o senso de justiça e responsabilidade em Shazam, e tudo funciona bem em cena graças principalmente à química entre o garoto e Levi,com diálogos tão bem elaborados que mesmo vendo um adulto em cena você realmente assimila que dois adolescentes estão conversando, o filme aproveita o relacionamento entre os dois para imprimir na tela um pouco da realidade conectada da juventude.

Freddy anda com auxílio de muleta, através dele o filme ainda que de maneira suave, trata de temas como preconceito, aceitação e inclusão.

 

 

Freddy Freman (Jack Dylan Grazer)

 

Jack já havia sido destaque em It a Coisa (2017) e aqui mais uma vez tem um ótimo desempenho.

Já o antagonista é vivido por Mark Strong, que retorna aos filmes da DC depois de viver o Sinestro uma das poucas coisas boas  em Lanterna Verde (2011).

O personagem é apresentado logo nos primeiros minutos do filme, e ainda no primeiro ato suas motivações são apresentadas, mas nada que adicione muitas camadas ao personagem, que acaba sendo um vilão sem muita propriedade que você não leva tão a sério, mas que acaba por combinar com o tom do filme. A falta de diálogo no ambiente familiar e o relacionamento autoritário e abusivo com o pai teriam sido o estopim que teria feito o jovem Thaddeus Silvana se tornar essencialmente mal, ainda que a menção a temas tão recorrentes nos dias de hoje seja válida, o vilão apenas arranha a superfície destes temas e o resultado final, como dissemos é um vilão meio tosco, com motivações meio sem sentido, num conjunto quase caricato.  Nada que seja por culpa da atuação de Strong que faz o possível com o personagem que tem em mãos, e ainda ficou muito bem caracterizado como Dr. Silvana.

Novamente a DC entregou um filme que não tem medo de ser um filme de quadrinhos, novamente abusa das cores e da iluminação com tons vivos e cenários em sua maioria muito bem iluminados, mesmo na sombria caverna do Mago Shazam tudo é perfeitamente visível. Ainda que não tenham nenhum aspecto excepcional a fotografia funciona principalmente para realçar os elementos acima.

 

Mark Strong como Dr. Silvana

 

O figurino é outro ponto interessante e terá um papel representativo interessante no terceiro ato, sem falar no destaque que precisamos dar ao uniforme do Shazam, praticamente idêntico aos quadrinhos com destaque para seus relevos e texturas.

Os efeitos no geral são bons, algumas criaturas são retratadas em tela bem caricatas, ( não sei porque me lembram os monstros de Space Jam) isso é algo porém que pode ser atribuído ao tom do filme.

As cenas de ação funcionam bem, sua coreografia e clara e fácil de acompanhar, mas não há nenhum nível de realismo ou contundência nos golpes.

A trilha sonora é bacana, as músicas combinam bem com as cenas, e o acervo é bacana com direito a Queen e Ramones.

Muitas referências e easter eggs podem ser vistas ao longo de todo o filme, desde a origem do personagem nos quadrinhos, passando pelo universo DC nos cinemas, com um destaque especial para o icônico Rocky Balboa (não poderia ser diferente afinal o filme se passa na Filadélfia) , e principalmente o clássico da Sessão da tarde, “Quero ser grande” com Tom Hanks, de onde aliás, Shazam claramente tira muita inspiração.

E como já era esperado neste tipo de filme, o Longa tem duas cenas pós créditos, hilárias por sinal, uma delas inclusive apresenta um dos mais simbólicos inimigos do Shazam.

Tom Hanks em cena inesquecivel de “Quero ser grande”

 

A direção ficou a cargo de David F.Sandberg (Annabelle 2), que teve o mérito de saber valorizar  a diversão e a simplicidade do  enredo como algo bom e conduzir o elenco para entregar um resultado final leve e engraçado feito para a família, com um “fator replay” digno dos grandes clássicos da sessão da tarde.

De negativo ao meu ver, somente a falta de uma ameaça mais real que pudesse ser levada a sério, mesmo considerando o tom de comédia do filme.

 

Resumo

 

Shazam acerta em cheio em sua proposta de apresentar e estabelecer o herói com um roteiro simples e uma pegada totalmente descontraída. Mostra os novos rumos que a DC parece seguir no cinema. É acima de tudo uma historia de família feita para famílias.

 

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