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Épico, inesquecível, emocionante.

 

Sem exageros, assistir a Vingadores Ultimato foi uma experiência cinematográfica única. E tudo porque claramente se trata de um filme preocupado em entregar o ápice da diversão se fazendo valer do máximo possível de toda a carga emocional e dramática que esta toda esta  historia carrega muito antes dos eventos de Guerra Infinita, mas que sem duvida nenhuma foram imensamente potencializados por eles.

O filme tem três atos muito distintos entre si, com a particularidade de um segundo excessivamente longo, porém justificável.

Ultimato tem um começo intenso e  impactante, o inicio deste filme foi pra mim ainda mais chocante que o de Guerra Infinita. Foram vinte minutos de muita surpresa, tensão e um tipo de carga dramática da qual eu realmente não esperava, a começar pela abertura do filme, a cena do Gavião testemunhando o desaparecimento de sua família é angustiante, Clint (Jeremy Renner) num primeiro momento não entende o que houve com sua esposa e filhos, mas nós sabemos o que houve e sua torna aquela cena ainda mais comovente.

Tony Stark (Robert Downey Jr) volta do espaço (da maneira mais obvia, chata e previsível possível) debilitado e muito abalado, e tem sua primeira conversa com o Capitão América (Chris Evans) em anos, e novamente seus ideais e sua maneira de encarar os fatos se chocam, o conformismo melancólico de Tony bate de frente com a esperança infundada de Steve numa cena pesada com um dialogo imersivo a toda aquela situação.

 

 

Associei à Capitã Marvel (Brie Larson), uma imagem de arrogância e prepotência desde seu filme solo. Ultimato serviu para mostrar que a personagem está num ciclo de crescimento e aprendizado, Carol sempre teve que ser forte para se impor ante as pessoas que diziam que ela não era capaz e isso moldou sua personalidade apresentada nas telas. Seu carisma questionável e o ar de superioridade ainda estão lá, vejamos como seu arco vai trabalhar a evolução do personagem durante a fase 4 da Marvel.

O primeiro ato termina com os heróis elaborando um plano e partindo para atacar Thanos (Josh Brolin) em seu refugio. Com a ajuda da Capitã Marvel os heróis acabam emboscando um Thanos debilitado que destruiu as Joias do Infinito. O fracasso novamente é imposto aos nossos heróis desta vez ainda mais cruel, trazendo de volta toda a atmosfera de dor e consternação vistos ao final de Guerra Infinita. A cena com o Thor (Chris Hemsworth) cortando a cabeça de Thanos é totalmente simbólica para o peso esmagador do fracasso dos heróis remanescentes, que claro teria consequências sobre todos eles.

 

O assalto no tempo

 

O segundo ato é o mais extenso de todo o filme, e começa com o curioso retorno do Homem Formiga (Paul Rudd) do Reino Quântico, talvez você tenha como eu elaborado mil teorias de como o herói retornaria, e foi um nada simpático rato que por acidente ligou o mecanismo e trouxe o herói de volta a nossa dimensão. Mais uma vez, a ideia era não problematizar desnecessariamente, apesar de contar com uma solução mais elaborada não vi problema aqui.

Ultimato mostra como todos tentam conviver com a dor e o luto, tanto as pessoas comuns quanto os heróis, cada um lidando com suas perdas a sua maneira. Nenhum dos Vingadores Remanescentes realmente superou a tragédia, mas nenhum deles está numa situação tão dramática quanto Thor, o fracasso em deter Thanos foi o gatilho necessário para que todas as tragédias de sua vida enfim recaíssem sobre o deus do trovão. O visual do personagem gordinho claro serviu como alivio cômico, mas por trás tem todo o contexto pesadíssimo de um personagem enterrado numa situação dramática sem saber como administrar tamanha dor por tamanhas percas.

O mesmo nível de pesar pode ser aplicado ao Gavião Arqueiro, mas sua reação foi totalmente diferente, Clint está descontrolado, tirando a vida de bandidos pelo mundo, um justiceiro eliminando a vida dos indignos que o estalo de Thanos aleatoriamente poupou, como se isto fosse aplacar a dor de sua perda!

Como esperado o retorno do Homem Formiga abriu o precedente necessário para que o Vingadores elaborassem mais um plano na tentativa de reverter à tragédia, e com a esperada viagem no tempo entrando em ação, que ganhou até nome, foi batizada pelo Homem Formiga de “Assalto no tempo”.

 

Viagens no tempo, realidades alternativas, loopings, fluxos e paradoxos temporais, são um conjunto de elementos complicados de lidar, com o desfavorecimento da audiência doutrinada por padrões de outras obras, clássicos como De volta para o futuro. No entanto Ultimato não valida estes critérios, pelo contrario, faz piada com eles e entrega uma explicação razoavelmente simples para que o publico consiga acompanhar o desenvolver da trama.

Aqui de fato há um problema, já que o filme não segue muito bem os padrões que ele mesmo define, algumas coisas ficam confusas, mesmo depois dos diretores virem a publico com explicações sobre alguns dos pontos mais controversos, a problemática da confusão temporal existe sim.

Ainda sim é nítido o esforço dos diretores de valorizar ao máximo a diversão e entregar um desfecho épico à Saga do Infinito, e é impossível dizer que tal objetivo não foi alcançado.

A viagem no tempo para reunir as Joias do Infinito é na verdade uma celebração a tudo o que foi construído nos últimos anos, com nossos heróis divididos em equipes revisitando alguns dos momentos mais importantes de toda a Saga, A Batalha de Nova York, Peter Quill (Chris Pratt) dançando no sinistro planeta Morag

Muito fácil de comprar essa ideia, afinal de contas revisitamos estes eventos através de um ponto de vista diferente, com elementos diferentes e alguns elementos que complementaram acontecimentos já mostrados nos filmes anteriores, por exemplo, como a Lança de Loki foi parar nas mãos da Hydra.

 

 

 

Esta incursão temporal serve para que alguns personagens consigam solucionar pontos mal resolvidos em seus arcos, como Tony e o relacionamento conturbado com o pai, Thor sendo aconselhado por sua mãe de tal forma a indicar o caminho que o filho de Odin deveria realmente percorrer, mas principalmente a Viúva Negra (Scarlett Johansson), que se sacrificou em Vormir para que Clint saísse de lá com a Joia da Alma. Primeiro que Natasha sempre quis ter a oportunidade de se redimir de todo o mal que ela cometera no passado, segundo que os Vingadores se tornaram literalmente a família da heroína que sempre esteve disposta a qualquer sacrifício para trazer todos de volta, independente do que fosse. A cena em que Natasha morre é comovente e muito bem feita, com a altruísmo entre ela e o Gavião sobre realmente merecia permanecer vivo com uma luta entre os dois para impedir o sacrifício do parceiro,no final Clint ficou vivo para que pudesse voltar para sua família, e Natasha se sacrificou para que sua família pudesse voltar. A Viúva fará falta!

Mas a viagem no tempo serviu também para revelar a Thanos o plano dos Vingadores, esta versão do Titã Louco (versão de 2014 época do desenrolar dos eventos de Guardiões da Galáxia) é muito mais implacável e cruel, longe da austeridade do Thanos que cinco anos no futuro assassinaria metade da vida no universo.

A forma como Thanos toma conhecimento dos planos dos Vingadores é outro ponto que funciona, gosto de pensar que as memorias da Nebulosa (Karen Gillan) funcionam como um repositório, uma “nuvem” das quais as informações podem ser acessadas de “dispositivos” diferentes. Alias, a Nebulosa tem um dos arcos mais pesados de todos os personagens da Saga do Infinito, mesmo diante de um relacionamento claramente abusivo, transbordando maldade e crueldade, sendo criada sob a perspectiva de conclusão de um plano que envolveria um genocídio desmedido, Nebulosa nunca quis mais do que ser amada e reconhecida pelo seu “pai” Thanos e por sua irmã Gamora (Zoe Saldana). Nebulosa é o que é exatamente por isso, por jamais ter tido uma família. Mesmo depois de tudo, Nebulosa ainda ama e respeita Thanos como pai, no fim o titã reconhece o que ele foi para sua família de uma maneira surpreendentemente terna. O arco da personagem tem um encerramento justo, com a exposição do conflito interno da Nebulosa do passado ao encontrar sua contraparte do futuro, provando que a personagem não era genuinamente má, além de valorizar a união entre as irmãs, algo há muito desejado por ambas.

O final do segundo ato destaca Hulk (Mark Rufallo), e seu esforço para suportar o poder das joias na manopla e realizar o estalo. Cabe um adendo aqui, entendo que a versão inteligente do Gigante Esmeralda foi sim muito importante para o desenvolvimento da trama, mas eu ainda prefiro o bom velho Hulk raivoso, a versão de Thor Ragnarok foi a que mais me agradou.

 

 

Mal temos tempo de entender se os heróis tiveram sucesso em reverter o que Thanos havia feito já que o vilão viajou do seu passado para atacar o Quartel General dos Vingadores e recuperar (ou no caso se apossar, você decide) as Joias do Infinito. Outro ponto controverso, já que não haveriam partículas Pin suficientes para que esta viagem fosse possível.

Independente disso estaríamos prestes a acompanhar um ataque muito maior e muito mais brutal do que testemunhamos na Batalha de Wakanda.

 

Eu sou o Homem de Ferro!”

Dias antes da estreia do filme, Robert Downey Jr. havia declarado que os oito minutos finais de Ultimato seriam os melhores momentos do Universo Marvel nos cinemas até então. Discordo plenamente, já que todo o terceiro ato é com certeza o ponto mais alto de toda a Saga do Infinito.

É uma montanha russa de emoções, há momentos que nos levam ao êxtase para quase que imediatamente mergulharmos num poço de apreensão por conta de um revés dos nosso heróis, e alias tanto os momentos incríveis quanto os apreensíveis são inúmeros, a balança pende o tempo todo, e no final fica muito claro que mesmo sendo uma batalha aberta e franca, os Vingadores enfrentam um desafio muito maior do que eles.

E ai que entra a superação de nossos heróis e os momentos inesquecíveis começam a aparecer em tela, um após o outro, cenas épicas recheadas de Fã Service com referencias não só ao UCM, mas principalmente a grandes momentos dos quadrinhos, o que para mim foi emocionante, vivi uma vida sonhando em ver momentos como este no cinema, e nesse ponto Ultimato me deixou verdadeiramente realizado.

E pensando por este lado este foi definitivamente um filme do Capitão América, não o Capitão forjado sob o ideal americano em meio à comoção da Segunda Guerra Mundial, outro personagem com convicções tão fortes capazes de mudar o ambiente ao seu redor, um símbolo de honra, nobreza e coragem, disposto a qualquer sacrifício por sua causa que não estava mais atrelada a nenhum ideal politico/governamentar, o compromisso do Capitão é com as pessoas e com aquilo que ele considera como o correto, dentro de sua conduta quase irrepreensível.

Mas com certeza para mim o ponto mais emocionante desta batalha foi o retorno dos expurgados no estalo, o roteiro promove este retorno justamente num momento em que as esperanças pareciam não mais existir, vemos o Capitão sozinho avançando contra o gigantesco exercito de Thanos, rumando para o que eu acreditava que seria uma morte gloriosa, honrada. Quando os portais começam a se abrir e todos os heróis desaparecidos retornam foi muito emocionante, era um delírio a cada novo personagem que aparecia em tela. Quando as forças da Terra estão todas perfiladas e vem o comando do Capitão: Vingadores, avante!”foi impossível segurar as lagrimas, esperei desde 2012 para ver o Capitão dizer à frase que é tão marcante e tão presente nos quadrinhos, e com certeza a espera valeu a pena esperar”!

 

 

 

Interessante que mesmo sendo um combate de proporções enormes, não temos dificuldades para acompanhar os combates, e por sinal em meio à ação o roteiro promove alguns reencontros como de Peter Quill e Gamora (que não dá muito certo, afinal a Gamora de 2014 ainda não havia se apaixonado pelo líder dos Guardiões), e do Homem Aranha (Tom Holland) e Tony Stark para enfim aplacar o sentimento de culpa que corroeu o Homem de Ferro desde o desfecho de Guerra Infinita.

Outro ponto muito positivo da batalha é a distribuição satisfatória, tanto do nível de importância quanto do tempo de tela para os personagens, alguns que haviam sido deixados de lado em Guerra Infinita foram muito relevantes em Ultimato.

E se você assim como eu ficou medo de que a Capitã Marvel surgisse como uma indesejada “salvadora da pátria” você deve ter ficado feliz com o papel (e com o penteado) de Carol Danvers neste filme, principalmente sua participação na batalha final, sendo subjugada por Thanos muito mais pela experiência do Titã Louco em combate e pela vantagem momentânea que o mesmo tinha afinal ele já estava com as Joias do Infinito, do que necessariamente por nível de poder, e mesmo antes disso ela já havia sido fundamental destruindo a nave de Thanos em um momento critico da Batalha para os Vingadores. A personagem deve ser trabalhada ao longo da fase 4 da Marvel, e seu momento com certeza chegará.

Neste filme o momento era de Thor, Capitão América e Homem de Ferro. Personagens que ocuparam um espaço em nossa vida por onze anos, e que agora estavam ali na maior batalha de suas vidas prestes a nos entregar o final apoteótico que tanto sonhamos.

 

 

 

E em se tratando de heróis, quando a índole os obriga a fazer escolhas que ninguém mais faria, era claro que um sacrifício iria acontecer, como de fato aconteceu. E veio de um ponto que eu realmente não esperava Tony nunca foi o tipo que sacrifica, na verdade na maior parte do tempo Tony age unilateralmente ignorando a opinião da equipe, refletido, por exemplo, na criação de Ultron.

Mesmo não preenchendo os requisitos para ser classificado como anti-herói, Tony nunca foi um exemplo de moral, contudo o personagem evoluiu e amadureceu diante de todos os acontecimentos ao longo de sua jornada para no final ser o herói que se esperava que ele fosse. E assim o mundo perdeu o Homem de Ferro e Tony Stark se dividiu com o rato que salvou o Homem Formiga, as glorias de ter salvado o universo.

 

Vingadores Ultimato deixou pontas soltas para que a continuidade do UCM ou para as series que vem por ai no Disney+ possam responder. Thor com os Guardiões da Galáxia, Gamora desaparecida, o futuro dos Vingadores… São muitas perguntas que devem ganhar respostas nos próximos títulos do UCM como também nas series do Disney+ que vem por aí!

Não podemos finalizar este texto sem mencionar que a confusão temporal ficou um pouquinho maior depois da aparição do Capitão América envelhecido, o desfecho dado ao personagem é ótimo, mas a presença do escudo abriu precedentes para mais questionamentos quanto à coerência da linha temporal estabelecida, ainda que as explicações dadas sejam digamos satisfatórias.

Vingadores Ultimato apesar das falhas é muito bem sucedido em entregar aos fãs o melhor da diversão, é inesquecível e emocionante e fecha com chave de ouro a Saga do Infinito.

O filme continua em Cartaz e vem quebrando recorde atrás de recorde,  em duas semanas desde sua estreia já é a segunda maior bilheteria de todos os tempos.

 

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