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O cine Retrô hoje chega ao final da sua primeira temporada (voltaremos em breve). E neste último capítulo retornará onze anos atrás onde em 2008 a narrativa trágica de Soraya Manutchehri ganhava uma adaptação cinematográfica. O filme de hoje é, O apedrejamento de Soraya M.

Em uma de suas viagens atravessando o Irã o carro do repórter francês Freidoune Sahebjam (Jim Caviezel) sofre uma pane, e ele obrigado a entrar num vilarejo para que seu problema seja resolvido. Enquanto ele espera o veículo ficar pronto é abordado por Zahra (Shohreh Aghdashloo), que insiste para que ele ouça a história do que havia acontecido a sua sobrinha Soraya (Mozhan Marnò).

O apedrejamento de Soraya M. Narra a história de Soraya Manutchehri que em 1986 aos 35 anos de idade foi vítima de um conspiração entre seu marido e o Mulá da aldeia, que à acusaram injustamente de adultério, julgaram-na e a condenaram a morte injustamente.

Ali (Navid Negahban) é o marido de Soraya, um homem extremamente violênto, sem escrúpulos e sem nenhum tipo de sentimento. Ali tem um caso extra-conjugal com uma jovem de 14 anos (filha de um médico milhonari o condenado a morte), e pretende se casar com ela, porém para que isso aconteça ele tem de se divorciar de sua atual esposa. No entanto Soraya de maneira nenhuma pretende aceitar o divórcio.

Quando Soraya é contratada para trabalhar na casa do viúvo, Hashem (Parviz Sayyad), Ali enxerga uma oportunidade de se livrar dela, começa então a elaboração de um plano cruel e maquiavélico, que a levaria a condenação.

O filme que é uma adaptação do livro homônimo (que foi proibido no Irã), retrata com fidelidade a história de Soraya Manutchehri, porém é muito mais que uma biografia trágica, é um pedido de socorro de todas as mulheres que constantemente são mau tratadas e mortas de forma brutal e sem nenhum tipo de punição.

Essa antiga tradição de desvalorização da mulher e morte por adultério hoje é proibida em muitos países islâmicos, inclusive no Irã, porém isso não impede de que situações como a de Soraya continuem acontecendo. Apesar da suposta proibição o governo ainda faz vista grossa e não dá muita importância para os acontecimentos.

O filme tem cenas muito fortes, talvez as mais fortes e cruéis que vocês verão, o fato se intensifica ainda mais quando se é lembrado que aquilo realmente aconteceu, ou melhor que ainda continua acontecendo.

Saindo um pouco da história, temos um elenco comprometido com seus personagens, com destaque para Shohreh Aghdashloo que passa muito bem o sentimento de indignação, dor e força, das mulheres islâmicas. Ela pode muito bem ser considerada um símbolo de resistência e a atitude do seu personagem serviu de sinal para que o mundo voltasse os olhos para um povo que ainda vive sobre jugos desumanos e violados pela corrupção religiosa.
O outro destaque é Mozhan Marnò que expressa muito bem a dor, o medo e a angústia de Soraya. É impossível não se comover ao ver o choro de Soraya sendo desprezada por seu pai e até mesmo seus filhos!

“…Como podem fazer isso comigo? Eu sou sua filha… Sou sua vizinha… Sou sua mãe… Sou sua esposa!”

Nos quesitos técnicos o filme se sai super bem, porém a imersão do expectador na trama é tão grande que é impossível fazer qualquer análise técnica, não se percebe, fotografia, ambientação, figurino, nada! O filme se resume única e exclusivamente a história que está sendo narrada.

O ato final é fantástico, emocionante ao extremo, e encerra perfeitamente o arco do filme. A tenção aplicada pela direção de Cyrus Nowrasteh é expelida em todos os detalhes, e tecnicamente falando com certeza é o ponto alto do filme.

O apedrejamento de Soraya M. É um grito de socorro e um relato trágico de situações desumanas que ainda permeiam o mundo. Um obra maravilhosa que foi possível graças a força e coragem de mulheres comuns que com sacrifício e morte nos despertam para uma realidade!

“Agora o mundo inteiro saberá da injustiça que aconteceu aqui!”

Única foto da verdadeira Soraya Manutchehri aos 9 anos de idade.

 

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